Quando conseguimos incluir Munique no nosso roteiro, decidimos que visitaríamos Dachau num bate e volta de Munique. Apesar de sabermos que seria triste visitar um lugar onde coisas tão terríveis aconteceram, consideramos também Dachau como se fosse um tipo de museu, cujo acervo revela um período cruel da história que jamais deve ser esquecido.
Dachau foi o 1º campo de concentração construído pelos nazistas em 1933, e está localizado numa cidade, também chamada Dachau, bem perto de Munique. Inicialmente, destinava-se aos presos políticos.
Bem em frente à saída da estação, há vários pontos de ônibus. Em cada ponto de ônibus, há uma placa presa ao poste com o nº dos ônibus que param ali.
Entramos na fila do 726, que era o indicado para ir ao Campo de concentração.
Esse é o portão de entrada, onde está escrito “Arbeit Macht Frei”, que significa: “O trabalho liberta”. Isso foi escrito em todos os portões de entrada dos demais campos de concentração.
Logo à direita, fica o prédio[abaixo] onde os prisioneiros eram cadastrados
ao chegar, e que hoje funciona como museu.
Muitos painéis com fotos, notícias de jornal e outros materiais ilustram a trajetória de dominação dos Nazistas, assim como a vida no campo de concentração.
Além dos judeus, os ciganos, homossexuais e testemunhas de Jeová sofreram perseguição e se tornaram prisioneiros sendo enviados aos campos de concentração.
Os ciganos eram considerados “uma raça inferior” e “antissociais”. Nos acampamentos, o triângulo marrom identificava os ciganos e o triângulo preto os considerados “antissociais”.
Os homossexuais também foram duramente perseguidos pelos Nazistas, que entendiam que não haveria a “reprodução” considerada fundamental para a perpetuação da “raça pura ou superior”. Nos campos, o grupo era identificado por um triângulo rosa costurado em seus uniformes. Até mesmo os membros gays do Partido Nazista foram assassinados.
Que triste ter que conviver com um cartaz desses !
Alguns mapas mostrando as áreas dominadas pelos alemães em 1942.
O Campo tinha muitos prédios, como esse abaixo, onde ficavam os dormitórios dos prisioneiros. Deixaram apenas um para que as pessoas conhecessem.
Saindo do dormitório, caminha-se por uma área, hoje bonita, arborizada e ampla devido a demolição dos demais dormitórios.
O caminho leva a esse prédio, um tipo de capela.
Junto ao muro existem torres de vigia como essa.
Do outro lado ficavam as câmaras de gás, os crematórios e as salas de desinfecção das roupas.
Os prisioneiros morriam em função dos trabalhos forçados, das torturas, do frio e da fome, aliados às péssimas condições de vida e consequentemente de saúde.
Quando as forças aliadas chegaram em 1945, os soldados americanos ficaram em estado de choque com o que encontraram, muitos corpos amontoados, e, num ato de descontrole, começaram a atirar contra os soldados alemães.
Aí, ainda, viviam 32 mil prisioneiros.
Ao lado dos crematórios, em uma área arborizada, colorida pelo outono, talvez para quebrar um pouco o impacto de tudo visto, até então, está o monumento com os dizeres : DO NOT FORGET.
O Memorial “O Prisioneiro Desconhecido”, de autoria de Fritz Koelle, tem uma inscrição: “Para honrar a morte, para alertar os vivos “.
Abaixo, a rua onde fica o Campo Dachau e os visitantes aguardando o ônibus para retornarem à estação de trem.
Durante a visita predominou o silêncio, o que me pareceu um sinal de respeito aos que ali sofreram e morreram.
FOTOS : J.C. ALVAREZ



































Resposta de 0
Momento triste da humanidade que não pode ser esquecido. Deve ter uma carga emocional muito intensa, mesmo tantos anos depois.
Olá, Luis Felipe
Dachau é um lugar que precisa ser visitado,mas é um lugar que guarda momentos tristes da história.
Muito interessante seu post sobre o Campo de Concentração de Dachau, tenho muita vontade de conhecê-lo também, gostei das dicas para fazer este bate e volta de Munique. Espero ter uma oportunidade de visitar este lugar no futuro. Muito triste tudo que aconteceu lá, mas precisamos conhecer a história para que ela não se repita jamais.