SACSAYHUAMÁN, Q’ENQO, PUKAPUKARA, TAMBOMACHAY, SANTUÁRIO COCHAHUASI, PISAC

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Em
cada cidade que você chega usa todos os “Uaus” que tem em seu acervo
vocabular, pois pensa “essa é a cidade mais incrível que eu já vi até
agora”. Mas, quando chega na seguinte, percebe que estava enganado e que
aquela, sim, é a mais maravilhosa, e, assim, acontece durante todos os
passeios. Finalmente, entende que é melhor não fazer comparações, já que
todas têm seu encanto, seu mistério, sua história, sua particularidade.

 
Nosso 2º dia de passeio, pelos arredores de Cusco, começou com Sacsayhuamán,
uma fortaleza construída, possivelmente, para defender o Império Inca
de invasões. Ela fica no alto e de lá se vê toda a cidade de Cusco.
Parte do que formava Sacsayhuamán foi destruída com o crescimento da
cidade na época do domínio espanhol.



SACSAYHUAMÁN, Q'ENQO, PUKAPUKARA, TAMBOMACHAY, SANTUÁRIO COCHAHUASI, PISAC - Cusco, Peru

Em todos os lugares que visitamos, vimos áreas sendo pesquisadas. 
Há ainda trabalho para muitos anos. 





Enquanto você passeia por esse lugar, uma pergunta não sai da cabeça: Como essa Fortaleza foi construída ?
As
pedras são imensas, pesam toneladas e são colocadas de tal forma
combinadas com outras, que parecem compor um quebra cabeça. O que mantém
uma pedra ligada a outra?







Passei
a ver a “pata de um puma” em todos os paredões. Mas, olhando bem, dá
para ver os dedinhos nessas pedras menores, na parte de cima, e a pata,
nessa pedra maior. 

O tamanho das pedras fica mais evidente quando as pessoas estão por perto. A pata do puma também aparece nesse paredão.

 

De
Sacsayhuamán desfruta-se uma vista de toda a cidade. Na época de sua
construção, esse era um lugar privilegiado para vigiar a aproximação de
inimigos.

 Nos dias de hoje é um lugar de onde os turistas têm uma visão panorâmica da cidade.

Nas fotos abaixo, vemos: a Plaza de Armas e o estádio de futebol.





Q’enqo foi um centro de celebração de cerimônias religiosas.









Inicialmente
eu achei difícil entender como era esse templo, pois parecia uma imensa
pedra toda esburacada. Aos poucos fomos identificando “tronos”, nichos,
túneis, mesas.







Pukapukara

Significa “Forte vermelho” devido a cor vermelha que ele fica em função da incidência da luz do Sol.

Acredita-se
que foi construído para servir principalmente como um Forte, ou seja,
como proteção para cidade de Cusco e Tambomachay.














Tambomachay

É conhecido como Templo da Água, por isso, destinado ao culto da água. É, também, denominado como “Banhos del Inca”.




Foto de www.cuscoperu.com


Santuário Cochauasi

É
um centro particular de tratamento de animais, que foram resgatados em
condições muito precárias. Ali, eles são tratados até que possam ser
devolvidos ao seu habitat. Embora, em alguns casos, isso não seja
possível. Há um foco no trabalho com o Condor. 







Essa
visita não está incluída no Boleto Turístico, e, na saída, cada um
contribui com uma pequena doação, que ajuda na manutenção do trabalho
deles.

Ao
final da visita, você passa por uma lojinha que vende casacos,
cachecóis, pashiminas feitas de baby alpaca, alpaca e vicunha. Os
produtos são muito bonitos, mas são caros.





Pisac

No passeio desse dia, posso dizer que fiquei muito impactada com Pisac que me deixou fortes impressões.

Como era domingo, fomos 1º ao mercado, que é uma espécie de feira livre.

 Adorei
andar entre as barracas, cujas vendedoras estão em trajes típicos
campesinos, e ver os diferentes tipos de batatas e milhos.












Em algumas barracas são vendidos corantes naturais.



Que cores vivas !







Em vários lugares vimos a demonstração de como é produzido o corante rosa e como ele se transforma em outras cores. A Cochonilha
é um fungo que cresce sobre o cacto. Eles pegam a Cochonilha e espremem
em um papel, aparece um líquido cor de rosa bem forte. É que a
Cochonilha, para se defender dos predadores, produz o ácido carmínico.
 

À medida que se acrescenta outro pó o ácido carmínico reage aparecendo outras cores. 





Os
tecidos peruanos, feitos em tear, têm um colorido muito intenso. Isso
fica evidente no vestuário feminino com o uso da “quepirina”, tecido
dobrado de tal forma que vira uma espécie de mochila onde as mulheres
carregam bebês, crianças ou compras, geralmente em tons de rosa pink.
Algumas barracas vendem colchas e/ou tapetes com desenhos bem
característicos e bem coloridos.  




A feira é muito grande e comercializa roupas, agasalhos, artesanato e alimentos.

Quando saíamos da cidade em direção às
ruínas de Pisac, nosso guia chamou atenção para uma espécie de
“bandeirinha vermelha” colocada na porta de algumas casas, veja abaixo :







Isso significa que naquela casa é vendida a chicha, aguardente feita de milho.

A “bandeira” é uma vara com um saco vermelho preso na ponta e 
pendurada na porta. 



Bem, finalmente as ruínas de Pisac.
 Nas enconstas estão as ruínas de vários bairros que existiam na cidade de Pisac. 

Consta
que Pisac foi construída para ser inicialmente um posto militar,então
as construções mais no topo da montanhas seriam as fortalezas.

Mas depois, também, se tornou também um espaço residencial. 






Quando olho essa foto, não acredito que passei nesse túnel.

Terraços para plantação,cada patamar era mais adequado a um tipo de plantação. 

Na
montanha, atrás das ruínas, há um cemitério chamado Tanqanamarka que
tinha 10000 túmulos, mas foram saqueados e só restaram buracos.





FOTOS : J.C. ALVAREZ

Picture of Lilian Azevedo

Lilian Azevedo

Meu nome é Lilian Azevedo de Moraes, sou uma senhora carioca, que ama passear e viajar.

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Resposta de 0

  1. Quanto lugar interessante! Fico imaginando como conseguiram criar essas maravilhas? Construções que paracem impossíveis pra tecnologia (ou falta de) da época.

  2. Realmente esse post é cheio de uaus!!! Também fico me perguntando como as pedras ficam coladas umas as outras de uma forma tão perfeita! Como pode? Parece coisa alienígena mesmo!!! E fiquei encantada com os corantes naturais, como eles conseguem cores tão lindas e vivas? Bjs!

  3. Olhei as fotos, vi os nomes, e a primeira impressão que tive é que se tratava de mi México Querido! rs Mas, não! Que riqueza de lugar! Essas fotos são de cai o queixo! 🙂

  4. Que post rico, cheio de informações interessantes para quem quer visitar os locais, além das lindas fotos que o ilustram, adorei. Mas o que mais gostei mesmo foi a feira, quanta diversidade e cor, queria muito conhecer. Beijos.

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